A semana da arte moderna em 1922, sacudiu os cânones da arte
no nosso país, dividiu públicos! Havia os adoradores e os detratores. Os Sapos, poema de Manuel Bandeira (1886-1968), que não compareceu ao
evento, seria declamado por Ronald de Carvalho, em meio às vaias da plateia. Ao
ridicularizar os parnasianos por seu apego à métrica, Os Sapos representou uma
espécie de declaração de princípios dos modernistas. A partir de então, estavam
liberados os versos sem rima. Tiraram, enfim, os grilhões da poesia.
Nossa intenção nesse blog, não é falar de poesia, nem da
semana de 1922, mas vamos falar de liberdade, falar da leitura que rompe
barreiras. Esqueçamos os grilhões, nós abrimos os braços para a diversidade! Sejam bem-vindos, fiquem com um trecho "dos sapos":
Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Verte a sombra imensa;
Lá, fugindo ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio.
1918

Adorei o blog... Criativo, organizado e bem articulado com o título... Senti falta apenas de mais interação entre a equipe e as postagens (seria legal se comentassem a postagens um do outro...).
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