segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Os Sapos



A semana da arte moderna em 1922, sacudiu os cânones da arte no nosso país, dividiu públicos! Havia os adoradores e os detratores. Os Sapos, poema de Manuel Bandeira (1886-1968), que não compareceu ao evento, seria declamado por Ronald de Carvalho, em meio às vaias da plateia. Ao ridicularizar os parnasianos por seu apego à métrica, Os Sapos representou uma espécie de declaração de princípios dos modernistas. A partir de então, estavam liberados os versos sem rima. Tiraram, enfim, os grilhões da poesia.

Nossa intenção nesse blog, não é falar de poesia, nem da semana de 1922, mas vamos falar de liberdade, falar da leitura que rompe barreiras. Esqueçamos os grilhões, nós abrimos os braços para a diversidade! Sejam bem-vindos, fiquem com um trecho "dos sapos":



 Longe dessa grita,
 Lá onde mais densa
 A noite infinita
 Verte a sombra imensa;

 Lá, fugindo ao mundo,
 Sem glória, sem fé,
 No perau profundo 
 E solitário, é 

 Que soluças tu, 
Transido de frio,
 Sapo-cururu
 Da beira do rio. 

   1918

Um comentário:

  1. Adorei o blog... Criativo, organizado e bem articulado com o título... Senti falta apenas de mais interação entre a equipe e as postagens (seria legal se comentassem a postagens um do outro...).

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